Volátil Pinacoteca

Manual Prático do Pânico

Posted on: dezembro 20, 2010

Se você me conhece pessoalmente, sabe que eu sou ligada no 220V. Figurativamente, mas de qualquer forma. Eu faço três coisas ao mesmo tempo, falo pelos cotovelos, canto enquanto programo, jogo enquanto vejo seriado. Ou seja, eu sou uma bomba de energia.

essa dança que é uma bomba

Super legal e bacaninha se não tivesse o revés: eu não sei parar. Eu tomo cafeína até o limite. Matte Leão Solúvel é meu melhor amigo.  Quando alguém tenta me xingar dizendo “como tu é estressada, eu só consigo rir e concordar. Por que eu sou muito, mas muito estressada. A ponto de ir num traumatologista por causa de dores na coluna e ele dizer que é stress. Me mandar pegar leve. Ok, vou parar de escutar Placebo e encher meu iPod de Mika, pra ver se funciona.

relax

Basicamente, o que tudo isso quer dizer é que meu botão de pânico está muito mais perto que o meu botão de foda-se. Eu até tento ser adequeada, razoável, mas eu sou tester de software, então a lógica da minha cabeça nunca trabalha pelo caminho feliz. Eu consigo provar matematicamente que as coisas vão dar errado, com porcentagens e desvio padrão.

No entanto, os meus esforços para pensar positivo dão resultado, se alguns dos triggers que disparam o modo Asilo Arkhan não for acionado. Por que aí, amores, não há nada no universo conhecido que me faça não entrar em pânico.

aham, cláudia, senta lá.

Portanto, se você quiser me ver tendo um ataque de corram-para-as-montanhas, é só seguir alguma das dicas abaixo. Por tua conta e risco.

  • Olhe pra mim com um semblante sério. Mas bem sério. E diga algo vagamente filosófico, do tipo “é, tem que ver isso, é complicado”, acompanhado de um suspiro.
  • Conte uma história que aconteceu com um conhecido, que é igualzinha à minha e no final deu tudo errado.
  • Comece frases com “eu acho que…e termine com algo bem dramático. Como quando eu torci o tornozelo na eduação física e uma colega chegou perto e disse “eu acho que quebrou“.
  • Me pergunte pela solução de 30 em 30 segundos. “E aí, resolveu?“. Morra.
  • Diga que o meu problema não é nada. Pra intensificar o combo, cite as crianças com câncer e a fome na África.
  • Grite comigo. Mas aí, querido, você perdeu o amor pela sua vida.

Eu melhoro, não se engane. Até que bem rápido. É só me deixar quieta e dar tempo dos meus pensamentos clarearem (nada mais que 5 minutos). Mas no meio tempo eu consigo ser bem destrutiva, especialmente se as pessoas à minha volta me levarem à isso.

Lembre-se: disparando um desses triggers, a conta do Lexotan vai ser depositada no seu cartão de crédito.

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