Volátil Pinacoteca

Set Up – curso de humor

Posted on: março 14, 2011

Fiquei devendo meu post de review do Set Up, o curso de humor da leva dos expressos de verão da Perestroika. Me animei a fazer o Set Up por que o Poker4Dummies foi muito bom. Apostei certo: o curso foi muito bacana e, apesar dos insistentes avisos do Felipe Anghononi (nosso professor, escritor de roteiros de humor e integrante da Balalaika) de que esse não era um curso engraçado, eu ri e me diverti à beça em todas as aulas.

Andy Kaufmann: gênio

O curso basicamente aborda uma tentativa de classificação dos gatilhos de humor, que o Felipe foi desenvolvendo ao longo dos anos. Basicamente, a gente vai aprendendo a responder algumas perguntas:

  • Onde está o núcleo do humor?
  • Onde está a graça?
  • Quando e como a gente ri? Por quê?

Com isso, tivemos três aulas “teóricas”, cheias de conceitos, vídeos e exemplos, pra treinar o cérebro no que é engraçado, mas quase que com um olhar “de fora”. Não estávamos mais simplesmente rindo, mas entendendo o que nos fazia rir, ou o que poderia fazer outras pessoas rirem, ou onde era pra ter graça mas ficou meio fail. A quarta aula teve participação do Nando Viana e do Marcos Piangers, nos mostrando referências e preferências pessoaispra ajudar a ampliar a nossa forma de ver humor.

Remi Gaillard: bonitinho, mas ordinário

Dá pra concluir que fazer humor não é a mesma coisa que falar bobagem. Demanda trabalho, referências, pesquisa. O cérebro dá um nó, a idéia que parecia genial não desenvolve, você vai, volta e sente as engrenagens da cabeça funcionando a mil até que a piada surge. Ás vezes boa, outras nem tanto, mas ali, trabalhada, autoral.

Falar muito mais que isso sobre o curso é dar spoilers imperdoáveis. Além do que, eu poderia entregar a matéria todinha aqui que nunca seria a mesma coisa que a experiência de assistir as aulas, guiadas por um professor que entende do que está falando e cercado de colegas na mesma vibe. Chris Anderson fala disso no Free, esse é um exemplo mais do que nítido que ele está certo.

Se eu puder dar um ponto de início para alguém, falaria os dois caras que ilustram esse post: Andy Kafmann, clássico, genial, rebelde, sempre buscando e buscando mais. E o Remi Gaillard, um francês maluco, exemplo de um humor sem noção, que é quase uma intervenção urbana, parece totalmente espontâneo de tão natural.

Talvez o Set Up não tenha me transformado em humorista, mas acendeu a chama. De mera interessada, passei a entusiasta. Fiquei com vontade de criar e conhecer mais. Abrir os olhos – e o cérebro – pra novos conceitos é difícil, mas deixa a vida muito mais interessante. E divertida, claro.

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