Volátil Pinacoteca

Archive for the ‘Cinema’ Category

Tô dizendo que a Síndrome de Aragorn é ampla e ataca quem a gente menos espera. Esse gato das fotos? Draco Malfoy. Quem diria.

Saiu na revista The HF de setembro todo trabalhado na magia (pun intended).

O tudo de bom Jason Momoa (aka Khal Drogo, aka my sun and stars) vai fazer o novo Conan. Nem curto as histórias do Bárbaro, e ele vai usar delineador de novo, mas como disse a Tati Sehn, ele pode usar até rímel que a gente nem se importa.

Pode ficar aí paradinho sendo bonito

Mas o mais bizarro disso tudo é que a pouco tempo, o senhor Momoa não era assim bonito. Ele usava dreadlock, que me desculpem, mas é um ninho de rato enrolado na cabeça. E ele fazia Stargate Atlantis. Eu via Stargate Atlantis. E não achava nenhum cara desse seriado bonito. E ele fez Baywatch Hawaii, onde era mais um forçudinho aleatório. Meu deus, meu deus.

Basicamente, o Jason Momoa sofre do que eu chamo de Síndrome de Aragorn. O cara suado, raivoso da batalha, sujo e desgrenhado e tá lindo, tá desejo e magia. Toma banho e vira um qualquer coisa.

vai ali matar uns seres do mal e volta depois que a gente conversa

É triste dizer, mas querido Khal Drogo, continue interpretando somente homens bárbaros com delineador nos olhos. De banho tomado, pode voltar pra Malhação, beijos.

Eu adoro clipes de música. Uma das coisas que mais me deixou p da vida foi quando a Mtv resolveu que era legal virar uma emissora de programas pra adolescentes e esquecer a música. Talvez eu só esteja ficando velha e saudosa.

O lado bom é que a Internet tá aí pra nos fazer feliz e podemos ter acesso a todos os clipes que quisermos, na hora que bem entendermos, a uma velocidade incrível de tráfego de dados, para todos nos conectarmos e virarmos uma aldeia global ou qualquer outro clichê que o Globo Repórter incutiu na nossa cabeça sobre informática.

Com toda essa facilidade, podemos encontrar os clipes oficiais dos nosso artistas preferidos (pelo menos quando não bloqueiam o nosso IP por morarmos no país errado) e, o mais legal, descobrir vídeos não-oficiais com interpretações bacanas das músicas.

Alguns podem ser tosquíssimos, como as milhares de montagens de música + cenas de anime, outros podem ser muito fofos, como os vídeos do PS22 (aqui eles cantando Kids do MGMT) e alguns são quase curtas metragens, super bem produzidos, como esse para Eat That Up, It’s Good For You, do Two Door Cinema Club.

Cuidado ao apertar o play: esse clipe desperta vontade de morar em um apartamento pequeno e lindo. E faz lágrimas saírem dos olhos de garotas com TPM.

 

Coleção de coisas que eu conheci pouco tempo e já se tornaram do coração. Esses detalhes bobos que definem personalidade e caráter.

Menina Não Pode

O blog Menina Não Pode é cheio de traços meigos, cores aquareladas e situações dando a real da vida das garotas de vinte-e-poucos. Com certeza tocará mais o coração das meninas, mas os meninos também se identificarão com muitos quadrinhos. Tenho vontade de imprimir as tirinhas e pendurar na parede do meu quarto.

Escrito e desenhado pela Libu, uma moçoila de 26 anos que pelo jeito não é chegada em perfis no blog, mas tem twitter. É o tipo de pessoa que, pelo menos pelo trabalho, dá vontade de ser amiga.

Florence & The Machine


Afe, eu sou super atrasada. Eu tinha escutado Florence & The Machine por alto, a algum tempo, e não tinha dado a mínima bola. Até que eu escutei Dog Days are Over com a devida atenção e caí de amores.

Florence é completamente louca e tem uma voz linda. Ela parece saída de quadros clássicos, de todas as épocas, um pouco de renascimento, um tanto nervoso, pintura sacra um tanto profana. E eu adoro arte e gente louca, principalmente se tem voz bonita.

Chá Verde Pronto

Eu adoro chá, mas tenho horror a chá verde. É amargo, fedido, éca, éca, éca. Mas faz todo aquele bem pra saúde, emagrece, deixa a pele bonita, os cabelos sedosos, aumenta o sex appeal e eu gosto de me enganar. Então resolvi dar uma chance pra essa linha da Feel Good, apostando que por ser industrializado e gelado, o gosto seria melhor.

Não é que eu acertei? O chá verde é muuuuuuito bom. Provei o sabor amora e é meramente passável, mas vai ver que sou eu que sou chata. Gostei muito do chá branco também.

Só que eles são bem carinhos. No Ponto 11, restaurante na PUCRS, eles cobram cômicos R$2,80 por uma caixinha do tamanho de um Toddynho do chá verde. Prefiro comprar a caixa grande, no supermercado, e tomar aos borbotões.

Se depender da quantidade de chá verde, ficarei uma pessoinha esbelta e vitaminada até o final do verão. Ok, você já pode parar de rir.

Tropa de Elite 2 é um soco no estômago. Um tapa do lado da orelha. Uma surpresa amarga atrás da outra. Enumere os clichês para descrever um filme muito bom, seco, direto e impecável. A prova definitiva que o cinema nacional pode ser popular e inteligente e que existem outras fórmulas além das conhecidas – e batidas – “glamourização-da-pobreza” e “série-de-humor-da-globo-na-telona”.

Enquanto o primeiro filme destaca a ação e é repleto de frases de efeito (“ninguém vai subir”, “você é moleque”, “pede pra sair”), Tropa de Elite 2 foca na reflexão da dura realidade em que todos nós estamos inseridos. Esfrega na nossa cara como os impostos que pagamos vão pro bolso e pras armas que sustentam o jogo político. Ali, não sobra pra ninguém: polícia, direitos humanos, traficantes, políticos, sociedade, todos tem seus podres jogados no ventilador. E nós ali, do lado de fora da tela, tomando um tapa na cara atrás do outro e percebendo como somos hipócritas.

osso duro de roer

Há de se notar a produção, absolutamente impecável. Os efeitos são muito bem trabalhados, a direção está espetacular, com enquadramento e cortes certeiros. A qualidade da gravação é outra coisa que me impressionou. Sou completamente leiga, mas aquela “cor de terra avermelhada” que quase sempre aparece nos filmes nacionais (ou que é substituída pela asséptica câmera novelesca super iluminada) está ausente. As imagens são claras, firmes. Edição, trilha, tudo: quero ver alguém ter a audácia de continuar afirmando que filme nacional é feito de qualquer jeito.

Falar mais do que isso sobre o enredo seria dar spoilers imensos, mas é bom estar preparado para ver um Capitão Nascimento cansado, de saco cheio da sujeira que ele vê e não consegue limpar e com uma angústia palpitante. Uma angústia que contamina. Que todos nós já deveríamos ter, mas precisamos ver em uma tela enorme, explícita, para que possamos sentí-la.


Um blog sobre tudo, nada ou o que me der na telha. Volátil.

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