Volátil Pinacoteca

Archive for the ‘Culinária’ Category

Adoro marcas que prestam atenção no Twitter. Ontem estávamos eu e o André Pase falando sobre a marca e um dos sócios, que parecia ser um diretor de arte de São Paulo (o que explicaria o logo com urso estiloso). Nisso, o perfil da marca veio falar com a gente, dizendo que sim, “um dos sócios é o Fábio Meneghini – Diretor de Criação na W/McCann”.

Então eu mandei o post que fiz falando dos picolés deles. O Camilo Lima, que trabalha com a Diletto, leu, curtiu e notou que a tabela de sabores está desatualizada.Aí pediu meu email pra me mandar algumas fotinhos lindinhas dos picolés (algumas estão ilustrando o post) e uma tabela fofa em pdf com os sabores novos e historinha da marca. Baixa aqui.

Aí estou bem serelepe indo pagar meu almoço no bar do prédio 15 da PUCRS e vejo o freezer verde. Chego a ficar emocionada. Nerds do Tecnopuc agora podem ser mais felizes: há Diletto por perto. Todos comemora.

Comprei um picolé de menta com chocolate e corri pra guardá-lo no freezer da copa, pra fazer um lanche da tarde versão luxo. Preciso dizer que comeria um pote de 2L dele sozinha?O post foi só pra isso mesmo: atualizar os sabores dos Dilettos (e linkar o post antigo pra cá) e pra dizer que empresas que ficam ligadas no Twitter são legais. Eu sei que eles usam um robozinho pra filtrar o nome da marca, mas isso é usar a tecnologia a seu favor, e nós agradecemos. Isso é relação com o consumidor, muito mais simpático que mendigar likes inúteis no Facebook ou engordar o perfil com seguidores só interessados em sorteios.

Ontem conheci a Milkshakers, uma loja de milkshakers que abriu a pouquinho tempo ali na 24 de outubro. Enfrentamos a chuva torrencial de ontem subindo as lombas do Bom Fim pra provar um dos mais de 300 sabores de milkshakes. Não nos arrependemos nem um pouquinho.

Quando eles falam transformam TUDO em milkshake, é verdade: o “cardápio” ocupa uma parede inteira. Tem sabores incríveis: desde chocolate belga, Kinder Ovo e chiclete, até Amarula e Whisky. O Pinky (meu respectivo, pra se alguém não sabe) ficou se martirizando horrores por que não provou esse último, mas nos prometemos voltar pra tomar mais shakes. Só indo a pé mesmo que não acabarmos igual dois porquinhos na engorda.

Os shakes são dividos em categorias: Tradicional Shake, Top Shake (que é com coberturas e recheios), Fruta Shake (não entendi muito bem, mas acho que vai mais polpa de fruta), Kids Shake (sabores mais infantis, mas eu fiquei louca pra provar os de cores radioativas) e Coquetel Shake (os alcoólicos – sim, você leu certo). Eu demorei uns 15 minutos até decidir que queria um de Kinder Bueno, com pedaços de chocolate dentro e cobertura cremosa. O Pinky pediu de chocolate com menta.

o do Pinky e o meu

O primeiro a chegar foi o da Luci, de chocolate belga. Provamos, obviamente, e já começamos a nos animar. Acabamos provando também o de amora e o de brigadeiro, que as nossas amigas pediram, todos sensacionais. O primeiro gole do de Kinder Bueno foi uma explosão. O negócio é MUITO bom, enlouquecedoramente bom. O problema é que é muito chocolate, então na metade do copo eu já estava vendo estrelinhas. Acabei deixando 1/3 do shake, com uma dor incrível no coração. O de chocolate com menta também é ótimo, mas tem horrores de chocolate (claro). Acho que sempre que eu pedir shakes com chocolate, fico no copo menor (pena que os Top Shakes são todos de 400 ml).

Lógico que meu namorado não resistiu aos shakes alcoólicos e arrematou um de Piña Colada. Não é muito forte, o álcool é bem de leve, mas o sabor é muito bom. Fiquei curiosíssima pelo de Smirnoff Ice, deve ser ótimo numa noite de calor.

O Milkshakers é um lugar com conceito bacana, qualidade e ótimo custo-benefício. Recomendadíssimo, vou voltar com toda certeza.

Hoje é Dia de São Patrício, padroeiro da Irlanda e que usava um trevo de três folhas, blablabla whiskas sachê  leia o resto na Wikipedia ou veja esse vídeo fofinho aqui:

Dentre todas as definições que já ouvi, a minha preferida é a do meu pai: “Dia de São Patrício é quando os irlandeses ficam todos borrachos”.

Desculpa pai, desculpa Brasil.  Não são só os irlandeses. Estarei encaminhando minhas orações em forma de pints de cerveja verde hoje no Lagom Brewpub (pub de cerveja artesanal ali na Bento Figueiredo, bacaníssimo, mas os ingressos antecipados já esgotaram).

Não deixe de prestar sua homenagem ao nosso padroeiro no dia de hoje. Afinal, se é verdade o que dizem, que Deus proteje os bêbados e as criancinhas, pode contar que há grande influência de St. Patrick para que essa proteção seja forte.

Eu nem ganho pra fazer propaganda por aqui, mas olha, eu sou uma pessoa super legal e bacana e gosto de dividir tudo que há de bom no mundo com os meus amiguinhos. E esse picolé que eu vou falar agora não é meramente um doce. É felicidade no palito, sem um pingo de duplo sentido.

Conheci os sorvetes da Diletto por que a Vulgo, marca hypada aqui de Porto Alegre, colocou freezers deles nas suas lojas. Meu namorado, diretor de arte, ficou indócil pela embalagem: era bonita demais pro produto não ser bom. Tinha que ser bom. Era promissor demais. Só que acabávamos nunca indo na Vulgo, acabamos esquecendo. Até que nos deparamos com o freezer verdinho no Boubon Country, escondido lá na área dos congelados. Não tivemos dúvidas: Framboesa pra mim, Sorbet de Chocolate de Origem pra ele.

Sabores: clica que aumenta

Sabe quando você sente fogos de artifício explodindo nas papilas gustativas? Sabe quando se sente dentro de um desenho animado, que dá vontade de sair pululando e gritando hip hip hurra? Os picolés da Diletto tem gosto de antigamente. Não é gosto de infância: eu fui criada com picolés Yopa e Kibon, que tem pérolas do gosto artificial do naipe de Exagelado e picolé de Chambinho. É gosto de uma época que eu não vivi, gosto de sorvete feito em casa, gosto de cuidado e pitadas de alegria. A embalagem com o urso feliz também ajuda muito: tem um charme vintage sem ser boboca.

O site da Diletto é feito em flash e tem música tocando no fundo, mas é tão querido, tão meigo, tão amor que a gente perdoa. Tem todos os pontos de venda lá. Garanto que pelo menos na rede Bourbon e na Vulgo têm.

Se ainda não provou, faça esse favor pra si mesmo e prove. Não é sempre que felicidade vem tão fácil, empacotada de um jeito tão bonito.

ATUALIZADO: os sabores mudaram, o cardápio atualizado está nesse post.

Pensando em fazer uma festa, mas está faltando inpiração? Nada melhor do que usar como referência um punhado de fofosidade alheia.

A nova iorquina Amy Atlas já foi advogada e acessora política, mas decidiu abraçar sua vocação de organizadora de eventos. O site da sua empresa, Amy Atlas Events, é uma fonta imensa de inspiração, seja para decoração, lembrancinhas, comidinhas. Vale muito espiar a galeria no link Eye Candy, gigantesca, lotada de fotos lindas.

Muitas vezes os truques são simples, mas a apresentação deixa o resultado final poderoso. Essa mesa é composta basicamente de balas e pirulitos, nada muito rebuscado, mas organizados da forma certa. E você nunca iria dizer que bandeirinhas de papel pudessem ser tão bonitas.

E a Amy Atlas ainda assina o Sweet Design, um blog cheio de referências meigas e uma seção de do-it-yourself e printables que é muito amor.

Outra dica de inpiração é o trabalho da Chris Campos. Ela é autora do livro Manual de Festas Instantâneas (que alguém podia me dar de presente que eu não ficava triste) e tem uma série com o mesmo nome no Discovery Home & Health. Com 8 episódios curtinhos, exibidos nos intervalos do canal, é uma boa fonte de dias fáceis e divertidas para festas memoráveis.

A moça também assina o site Casa da Chris, cheio de dicas, receitinhas e faça-você-mesmo (oba!) para festas e decoração. Tem um blog de mesmo nome, com esse mesmo clima gostoso de aconchego e diversão.

Quando eu ficar rica, minha cozinha vai ter só essas lindezas da linha retrô da Brastemp. E sim, vou ter os dois fogões e uma geladeira da cada cor.

Ai, que loucura, me sinto Narcisa, beijos.

(via Marketing na Cozinha)

Não é novidade que eu adoro comida. Já tive um blog de receitas, que por falta de tempo (e de interesse mesmo, cansei de escrever só sobre uma coisa – sem contar que food blog com fotos de câmera de celular é uma das coisas mais deprimentes do universo) eu coloquei em um idle sem hora determinada pra acabar. Tenho uma coleção bem fornida de livros de culinária, adoro blogs de comida (e eu prometo um post com os mais-mais, na minha humilde opinião). Uma das celebridades com quem eu mais de identifico é a Nigella Lawson. Linda, voluptuosa, ama cozinhar e comer, fazer festa e drinks bonitos. Adivinhem o que eu ganhei de Natal do meu atento namorado?

Nigella Bites

Nigella Bites

Talvez por adorar tanto a Nigella e seu jeito despreocupado de cozinhar, eu não saiba fazer muitas comidas de verdade. Sabe carne de panela, feijão preto, assados, essas coisas sustanciosas, que enchem uma mesa e os olhos com fartura? É, eu não sei fazer. Eu morro de medo de panela de pressão.  Mas eu sou a rainha dos cupcakes, das tortinhas, dos petiscos, do creme de leite e da confort food. A ponto de na festa de Natal da nossa turma de amigos, no esquema cada-um-leva-uma-comida, meu namorado fazer a lentilha e eu aparecer com potes gigantescos lotados de linguicinhas agridoces. Foram um sucesso, mas cadê a maturidade dessa garota? Perdida no meio de buttercream?

Talvez por isso eu tenha ficado tão orgulhosa de ter feito meio primeiro almoço com cara de comida de gente grande. Eu fiz um estrogonofe do zero, picando a carne, engrossando o molho, refogando tudo. Meus estrogonofes até hoje limitavam-se a usar a carne em iscas já pronta (o famoso ukisobô) e misturar com creme de leite. Sim, escuto as gaitadas de vocês do outro lado da tela. “Mas que fraude”, diriam alguns, com um pouquinho de razão, “a louca escreveu um blog de receitas por dois anos e nunca tinha feito um estrogonofe decente”. Isso que vocês não sabiam que ontem eu fiz meu primeiro purê de batatas.

mashed potato, mashed potato

Começou com a leve indignação pelo tradução errada no Nigella Bites. Dou de cara com uma receita chamada “Batatas Amassadas”, ou seja, uma tradução literal de mashed potatoes. Feio, dona tradutora. Depois de ter me resignado com o erro porquinho, fiquei meio emburrada por ter uma receita tão simples como o purê de batatas figurando no meu presente de Natal. Foi quando me bateu aquele sentimento de “oh shit“. Sem um pingo de envergadura moral pra falar, fui lá corrigir meu erro.

Talvez na próxima vez eu coloque mais leite no purê, mas a adição de noz-moscada deu uma bossa bem significativa à minha primeira tentativa. O estrofonofe, que era o mais complicadinho, saiu bem bom e será repetido. E esses foram meus primeiros passos em diração a uma culinária mais adulta, mais normal e cheia de vitaminas e sais minerais.

joy

E então de noite eu faço sanduíches de egg salad da Joy The Baker pra janta e mando todo o excesso de maturidade pelo ralo. Não tenho salvação.


Um blog sobre tudo, nada ou o que me der na telha. Volátil.

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