Volátil Pinacoteca

Archive for the ‘Música’ Category

Abri o Grooveshark e tava lá na página de entrada, como propaganda mesmo: “Escute o novo CD do Quiet Company”. Gostei do visual e cliquei pra ouvir. O som lembra Two Door Cinema Club e The Shins (a banda que muda vidas) e é super gostosinho. Bandinha fowfa e animada, pra colorir essa sexta-feira.

E fotos com marionetes ganham meu coração

Entrei no site da banda e descobri que eles já tem 3 álbuns, um DVD e um EP de Natal (que certamente é galhofa). Será que eu sou atrasada?

O fato é que dá pra ouvir todas as músicas deles pelo próprio site oficial, o que é por definição algo muito amor. Gostaria de ver esse pessoal no MECA Festival do ano que vem.

Anúncios

Spent a week in a dusty library

Waiting for some words to jump at me

We met by a trick of fate

French navy my sailor mate

We met by the moon on a silvery lake

You came my way

Said, I want you to stay

You and your dietary restrictions

Said you loved me with a lot of convention

I was waiting to be struck by lightning

Waiting for somebody exciting

Like you

Oh, the thing that you do

You make me go uuuh

With the things that you do (you do, you do)

I wanted to control it
But love, I couldn’t hold it
I wanted to control it
But love, I couldn’t hold it

Vejo muitas pessoas com aquela sensação de nostalgia boa e sorriso idiota na cara ao lembrar das músicas desse post. Sei que não é novidade, que postar hits dos anos 90 é chover no molhado, mas é tão bom escutar essas músicas de novo e de novo.

Sublime – Santeria

Alguém me explica esse medo absurdo da VEVO de alguém usar o material deles, que precisam destruir a música no clipe disponibilizado? Oi, VEVO, funciona assim: a pessoa quer piratear a música, ela não vai no You Tube, ela vai no 4shared ou num site de torrents. You Tube é pra ver os clipes.

Se quiser ver o clipe original, tá aqui o link, mas saiba que o “efeito disco arranhado” inserido em algumas partes é enervante.

Spin Doctors – 2 Princes


One, two princes kneel before you
That what I said now

Conheci essa música na fita Verão Coca-Cola, acho que de 1996. Delícia.

Chumbawumba – Tubthumping

Outro clipe avacalhado pela VEVO, mas tá aqui pra quem quiser ver, oh Danny Boy.

Passei anos sem saber o nome dessa música (e sem me dar contar de colocar “i get knocked out but i get up again” no Google, mas abafa), até que eu comprei o jogo Singstar 90. Junto com Rock Band, a franquia Singstar produz os melhores jogos do universo pra nerds metidos a cantores.

sim, eu sou de play2, algum problema?

A lista de músicas é recheada de pérolas noventistas que todo mundo conhece. Algumas delas:

  • Color Me Badd I Wanna Sex You Up
  • Divinyls I Touch Myself
  • Extreme More Than Words
  • MC Hammer U Can’t Touch This
  • Natalie Imbruglia Torn
  • Nirvana Lithium
  • R.E.M. Everybody Hurts
  • Santana feat. Rob Thomas Smooth
  • Seal Kiss From A Rose
  • Sir Mix A Lot Baby Got Back
  • Sixpence None The Richer Kiss Me
  • Stone Temple Pilots Plush
  • Technotronic Feat. Felly Pump Up The Jam
  • The Cranberries Zombie
  • Vanilla Ice Ice Ice Baby

Joguinho bom pra festas, embora eu constantemente coloque quando estou sozinha em casa. Solto a diva dentro de mim (pra mais que além desse, eu tenho também o Singstar Rocks! e o Singstar Pop 2). Aloka.

Porque no início da canção
Eu falarei com as mãos
No sentido anti-horário?
Vai ver que aquela expressão
Repousava então
Num pequeno dicionário

Irmãos, perdoem este cantor
Por só falar de amor
Tendo todo o abecedário
Vão ver que esta expressão
Martela o coração
Deste bom homem-canário

Bada-bada…

Porque no resto da canção
Ouvidos ouvirão
As palavras deste otário
Vão ver com olhos de doutor
Nosso doce e lindo amor
Aumentando esse glossário

Irmãos, perdoem este cantor
Por amar com tanto ardor
Uma moça do caralho
Verão que a moça em questão
Transformou meu coração
Em festa de aniversário

Bada-bada…

Estou viciadinha em Video Hits. Essa música, Sentido Anti-Horário, é um exemplo de poesia moderna. É leve, fresca, despretenciosa e muito inteligente.

Os temas das músicas da VH são sempre bem cotidianos, mas abordados com quilos de mojo. Pontuados por alguns palavrões de vez em quando, mas hey, eu também falo assim. Pra lembrar que o dia-a-dia pode ser muito divertido.

E como eu não achei no You Tube nenhum vídeo da minha música preferida, deixo aqui de outra, tão divertida quanto, apesar de menos engenhosa.

Pensar que essa banda acabou dá uma pontadinha no coração.

Que o Charlie Sheen tá tocando um foda-se épico em cima do mundo inteiro já é notícia antiga. A novidade é que os Gregory Brothers,  os caras que fizeram a Bed Intruder Song (we’re gonna fiiind you, we’re gonna find you) e outros clássicos do autotune, pegaram várias das entrevistas que o herdeiro de Adônis andou dando e fizeram uma canção muito vencedora:

I’m a total freaking rock star from Mars
Winning!

As entrevistas originais são do Good Morning America e Today Show. Muita gente fica dizendo mimimimimi que horror, como pode ele ter tanto dinheiro, ele ser tão filho da puta, mimimimimi. Sem dúvida que ele é um enorme filho da puta, mas ninguém fez essa pataquada quando ele bateu na mulher, o que sinceramente é muito pior do que ele torrar os muitos milhões de dólares que ele ganhou trabalhando do jeito que bem entender.

Ah, mas tem tanta gente passando fome no mundo, um idiota desses com todos esse dinheiro. Isso é problema da nossa sociedade, da forma como ela é organizada, não do Charlie Sheen.

Quer dar festas com strippers, quer cheirar até o nariz cair, problema dele. E quando ele diz que se alguma das meninas que estavam na casa dele passaram mal é problema delas, bem, ele está certo. Todo mundo sabe que nas festas do Charlie Sheen tem sexo desenfreado, todo mundo sabe que ele é um ricaço egocêntrico, todo mundo sabe que drogas fazem mal, então esse surto de compaixão com as pobres meninas que se drogaram que nem loucas perto do winner é bem idiota. Pra mais que, como eu disse antes, quando ele bateu na ex-mulher a América fez a egípsia e continuou adorando Two and a Half Men.


Tem meninas que se dizem feministas e que estão enchendo o saco também. Oh que horror, ele levou três mulheres pra dar pra ele ao mesmo tempo, mulheres não são objetos, mimimimi. Alguém pensou que elas também quiseram ir pra lá e dar alucinadamente do Charlie Sheen (e muito provavelmente umas pra outras também)? I choose my choise e, se essa foi a escolha delas, beleza. Me preocupa muito mais que o salário das mulheres ainda é menor que os dos homens, os casos de estupro todos os dias, a cultura que faz com que mulheres trabalhem e cuidem da casa sozinhas em muitos lares do mundo. Isso não é escolha. Dar pra quem quiser, inclusive pro Charlie Sheen, é escolha.

Deixem o cara ser vencedor e parem de moralismo barato. Enquanto ele estiver só torrando a grana dele, não é problema de mais ninguém. Metade do mimimi é inveja. Favor voltar a se preocupar se ele bater em mais alguém ou fizer alguma outra merda que prejudique a vida de outras pessoas sem que elas tivessem a chance de dizer não.

Winning!

PQPVC. Tudo que eu precisava pra fechar a semana. Quando eu descubro a Rebecca Black (uuuuh, uuhh yeah yeah, fun fun fun fun fun, gotta get down on friday) e penso que esgotei a cota de falta de noção pelo resto do mês, surge essa pérola.

Começa com nuvens, gemidos orgásmicos e efeitos de Power Point para o nome de Stefhany Absoluta. Eis que surge Xena, a Princesa Guerreira, junto com sua trupe de periguetes amestradas. E elas dançam. O horror, o horror.

Corta a cena. Momento de tensão com Gabrielle (a amiguinha loira da Xena, lembram?) e as outras periguetes amestradas espreitando por entre as rochas. Mais sussurros dignos de Jane Birkin. Então elas chegam a um ferro-velho decorado com luzinhas de Natal, onde tias gordas sadomasoquistas deixam lobisomens do crepúsculo dentro de gaiolas – vestidos só com sunguinhas dignas da banheira do Gugu. O punhal de Gabrielle vira um sabre de luz, efeitos do powerpoint irrompem o céu da noite e a trupe de periguetes parte para o resgate dos pobres licantropos, puxando-os pelas suas coleirinhas.

Mas eis que surge Stefhany em sua roupa de surfista prateada, e vemos que os meninos-lobo resgatados são agora seus serviçais. Ela vira Stefhany with lasers, solta raios pelas mãos e os bonitões caem aos seus pés. E todos dançam, claro.

absoluta

Aí, como se fosse a coisa mais normal do mundo, Stefhany aparece com uma roupa de dominatrix, pega sua moto (acho que ela não quer mais o Crossfox), pára na frente de um carro, dá um golpe de cabelo e resgata outro homem de sunguinha. Periguetes dançam, e Stefhany já está pronta para pular o Carnaval fantasiada de Cleópatra. Flash sadomasô e nossa heroína já está de branco, em uma praia, absoluta e angelical.

Então ela está de lingerie e pés descalços no meio de uma avenida, e aparece uma das coisas mais grotescas que eu já vi em um clipe: o coração de Stefhany, como num atlas de anatomia, bombeando sangue. Cairiam os butiás do bolso de Lady Gaga.

Termina com Stefhany, em sua roupinha sadomasô, indo ser bem malvada com um menino amarrado numa cadeira. Ela tira a touca que cobria seu rosto e fica chocada. Fim.

Geralmente, quando eu vejo essas doenças, eu digo pra me verem dois do que essa gente andou tomando. Dessa vez não. Isso é uma bad trip das brabas. Super curto a minha sanidade mental, beijos.

Britney Spears lançou um clipe novo. Aquela alegria borbulhante, clichê do pop e todo mundo dando pitaco. Eu não poderia deixar de dar minha opinião também. Aí que eu me lembrei de um artigo que eu escrevi pra Sustenido, coluna que eu assinava no site Tô com a Banda. E a minha opinião não mudou nadinha. Portanto, pra não me repetir, republico o mesmo texto.

***

Todos amam a Britney Spears. Seja pra balançar o esqueleto, seja pra idolatrar, pra chorar no cantinho ou só pra rir, mesmo os que não gostam de música pop gostam da Britney. Nem que seja para personificar a artista que amam odiar.

Eu particularmente amo a Britney por que ela é completamente desmiolada. Beija a Madonna, fica gorda e bota a barriga de fora, raspa o cabelo, canta que ama o rock’n’roll mesmo sem nunca ter ouvido falar da Joan Jett. Mesmo quando ela está aparentemente normal, existe algo de errado no jeito de olhar, no sorriso engessado, nos olhos. E é por isso que a Britney é tão única. Uma Barbie fugida do hospício que faz música pra gente morrer na pole dance. Woo hoo!

E o mais engraçado de tudo, é que ela iniciou a carreira praticamente como uma Sandy internacional. Lembro que quando “…Baby One More Time” foi lançado, em 1998, eu no alto dos meus 12 anos já não tinha paciência pro papo de “minha mãe é minha melhor amiga” que era propagandeado por todas as revistas para pré-adolescentes. Mas adorei a música e queria uma franja idêntica à dela.

Sobrevivi à “Oops!… I Did It Again“, dançando enlouquecidamente e vendo o clipe Disk Mtv todos os dias. No lançamento de seu terceiro álbum, chamado simplesmente “Britney” eu já tinha me convertido ao deus metal, só usava roupas pretas, achava que música pop era para desmioladas que não tem um pingo de classe na pista de dança e comecei a amar odiar a Britney. Mas mesmo essa fase foi brindada pela hilária versão da “Oops!… I Did It Again” pelo Childrem of Bodom.

Até que um belo dia você acorda e vê que música pop sem conteúdo é muito divertida e que pessoas que tem classe na pista de dança são muito chatas, e volta a gostar da Britney. Principalmente por que ela casa, descasa, fica louca, fica toda se querendo e aí você acredita que até a Sandy deve ter salvação (bom, talvez). E se até a Britney, que estava toda torta na fase “Gimme More” pode aparecer linda, magra e desejável em “Womanizer”, a humanidade como um todo pode ter esperanças.

***

E para finalizar, nada melhor que ver o clipe de Hold It Against Me. O VEVO é mau e não me deixa embbedar, mas clica aí e vê no You Tube.


Um blog sobre tudo, nada ou o que me der na telha. Volátil.

Twitter