Volátil Pinacoteca

Archive for the ‘Séries’ Category

Mais pitacos de estréias, das duas que eu ainda não tinha visto.

Gossip Girl

Contraram a Televisa pra fazer essa temporada? Drama, gente rica fazendo nada, mais drama, mais gente rica fazendo nada. Tudo demais, tudo exagerado, tudo com caras e bocas. Até o Chuck me irritou (e olha que eu adoro ele). Um bando de adultos que ainda se comportam como se estivessem no colégio é o tipo de coisa que me irrita.

Sinceramente, só estou olhando Gossip Girl ainda de teimosa, por que já vi até agora e quero saber como acaba. E tomara que acabe nessa temporada mesmo.

Dexter

Dexter não me decepciona. Nunca. Esse episódio já me deixou loucamente ansiosa pelo próximo. Promete ser uma ótima temporada, com um assassino que – acho eu – será tão intrigante quanto o Trinity.

Tudo mais que eu falar será spoiler, então fico quieta. Só digo de novo: Dexter é muito amor.

Extra: Glee

Alguém por gentileza dá um Lacto Purga pra essa menina? Rachel Berry fez essa cara de dor de barriga em todos os episódios dessa temporada.

A gente sabe que ela se emociona, que ela canta com o coração, mas já deu. Como diria a Katylene, p00ta que parééééu, sabe. Muda de expressão. Quero ver quem ganha a competição de tenho-sempre-a-mesma-cara, ela ou o Samuel, um dos vencedores de Glee Project.

Amo Glee pra sempre, mas sério, tá brabo.

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Eu vejo séries demais. Isso é notório, só dar uma espiada no meu Orangotag. Estou tentando não entrar em pânico e me manter em dia com as estréias. E como todo mundo está fazendo reviews a torto e a direito, também quero dar os meus pitacos.

Vou me prender só nas que estrearam novas temporadas agorinha e eu estou em dia (o que exclui Fringe, Boardwalk Empire e Vampire Diaries). E só as que eu vi até agora (isso exclui Gossip Girl). E tem spoilers leves, se você não quer saber, beijo, tchau, volte amanhã.

Community

Esses FDP que disseram que Community ia ficar menos estranha, mais normalzinha. Que declararam isso em tom todo formal e a bobalhona aqui caiu como um pato. Fuéeééém, primeira cena é com um musical tirando com a cara de Glee e dessas declarações todas.

Foi um bom começo de temporada. Nada enlouquecedoramente genial, mas deixou bons ganchos. Jeff versus Pierce ainda vai render mais, pra mais que ao que parece, o tio-férias-frustradas está ganhando agora. Mas fiquei empolgada que a série não vai deixar de ser essa doença que ela é, por que senão perderia toda a graça.

How I Met You Mother

Tudo legalzinho, coração acelerando e quebrando logo em seguida com a dancinha do Barney e da Robin (fiquem juntos de uma vez, porraaaan), Marshall bêbado sendo engraçado e fofo e toda aquela interação cuti-cuti com a Lily, aquela vadia da Nora de volta (team Robin forever, bitche), nada de muito novo.

Até que no final do segundo episódio tem um efeito AAAAWWWWWWWN gigante. Não vou ilustrar pra não dar um mega spoiler, mas fiquem com esse coelho que é tão fofo quanto.

Parks and Recreation

Chorei, chorei, chorei. Sim, é engraçado como sempre, mas emociona por que PaR consegue ser triste e bonitinho ao mesmo tempo.

Amo demais a Leslie Knope e acho que me identifico com essa coisa de (tentar) ser certinha, mas ter fortes momentos aloka. Me identifico com a Leslie bêbada e com os sugar rush. Adorei o início da temporada, pra mais com um episódio chamada “I’m Leslie Knope”, todinho focado nela, mas também com  sacadas geniais do Ron, a falta de noção do Tom, a ingenuidade do Andy. Só eu que acho o Andy e a April muito nhóim?

Ah sim: eu tenho medo da Tammy 1. Nossa senhora da bicicletinha, que mulher assustadora.

Glee

Rachel e Kurt cantam musicais, a Quinn tá revoltadinha, Rachel e Kurt cantam musicais,  namoradinho do Kurt entra pro New Directions, Rachel e Kurt cantam musicais, Santana é malvada, Rachel e Kurt cantam musicais, aparece a bitche de Glee Project.

E Rachel e Kurt cantam musicais.

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz ronc

The Big Bang Theory

super fashion geek

É, foi legal. Engraçadinho e tal. Talvez dê uma boa temporada. Disseram que iam focar menos nos relacionamentos, mas tem um episódio inteiro do Leonard tentando fazer sexo pela webcam. Meh.

Gosto da Amy, que ainda traz alguns pontinhos de nerdice pra série. Por que né, eu tenho vontade de pegar essas pessoas que acham que TBBT ainda é uma série nerd, enfiar a cabeça delas na privada e dar descarga até que  tenham um choque de realidade. Foi uma série nerd até a primeira temporada. Depois as piadas começaram a se abrandar, depois começaram a ser explicadas e depois sumiram.

Hoje TBBT é uma série sobre um cara com Síndrome de Asperger e seus amiguinhos esquisitos. Não quer dizer que seja ruim. Só não é uma série nerd e não me empolga como antes.

Modern Family

Modern Family é ótima.  Voltou com dois episódios de uma vez, um bem diferente do outro. Nenhum dos dois me fez ver estrelinhas, mas mantiveram o padrão que justifica os prêmios que a série ganhou.

Pra não dizer que eu não pirei com nada, curti muito a Lily crescidinha e a Gloria despirocando e deixando o lado trombadinha cresci-numa-vizinhança-pobre-na-Colômbia se combinar com o lado mãezona.

Mas eu adoro Modern Family mesmo quando os episódios não me enlouquecem, é uma ótima série e eu acho que não perde o gás tão cedo.

Extra: New Girl

AAAAAAAAAAAAAWWWWWWWWWWWNNNNNNNNNNNNNN OH MEU DEUS ELA TEM OLHOS TÃO GRANDES ELA É ATRAPALHADA AI QUE BONITINHA OH MEU DEUS ELA TEM OLHOS TÃO GRANDES

Eu *coraçãozinho* a Zooye. Sou uma hipster bobalhona cara-de-mamão que escuta She & Him. E amei tudo. Meu guilty pleasure da temporada.

Eu não sei o que acontece com algumas pessoas, mas parece que o tempo faz um bem enorme. Não estou falando da Cher, que faz 20 anos que não envelhece, mas é e sempre foi creepy (não me odeiem, amo Cher, diva, mas ela me dá medinho).  Estou falando de gente que fica melhor, mais bonito e em alguns casos até mais talentoso com o tempo.

Paula Toller é um bom exemplo. Tirou o cabelo de poodle, colocou roupas produzidas, aprendeu a cantar e ficou infinitamente mais bonita. E alguém pode me explicar o que aconteceu com o David Duchovny para ele se transformar de Fox Mulder para Hank Moody? De nerd com cara de abobado para escritor sem-vergonha todo trabalhado no Tabasco existe uma grande diferença. Não que eu não gostasse do Mulder, mas né, acho que não preciso de grandes explicações. Oh la la.

 

virei escritor, sou bonito?

Então que os Hanson apareceram ano passado com um clipe novo. Os pirralhos que eu adorava com 11 anos, por causa do chicletinho de nome Mmmbop voltaram com um clipe todo moderninho para uma música deliciosa, Thinking ‘Bout Somethin’.

Essa gente faz sucesso na adolescência, some, casa, se enche de filho e depois voltam gatos e com um clipe lotado de mojo. Isso me faz pensar que meus conceitos de vida estão tenebrosamente errados.

E aí que hoje eu fiquei nervosinha, estava no centro de Porto Alegre e aproveitei pra ir a um dos lugares mais fantásticos dessa província de São Pedro: o Mercado Público. Depois de comprar um quilo de chocolate amargo premium, resolvi fazer aloka e tomar um sorvete na Banca 40. Um sundae lindo, deliciosamente voluptuoso, daqueles que se insinuam com lascívia pedindo pra serem consumidos. Fui e sentei no balcãozinho, lotada que só a Banca estava num fim de tarde calorento. Pensei em tirar uma foto, mas no momento que chegou meu sexy sorvete, um dos meus melhores amigos ligou. Fiquei lá, feliz da vida, de papo e colheradas e quando vi – gronf, gronf, gronf – o sorvete tinha acabado todinho.

o distrito da luz vermelha dos sorvetes

Mas o que eu mais gosto na Banca 40 é que os sorvetes são bem tradicionais. Chocolate, morango, creme, um pouco de sonho de valsa e olhe lá. Se eu quero invencionices, vou na Cronk’s ou compro um Hageen-Daaz pra comer direto do pote vendo Sex and The City. Nada de colocar tudo num potinho com jujubas por cima. Lá eles são servidos em bolas, sundaes, bananas split ou na incrivelmente atrevida bomba royal, com aquele ar superior da salada de frutas e creme, muito creme batido pra nos deixar suspirando de paixão.

Fico pensando que alguma garota da minha idade, lá pelos anos 60, deve ter ido ao mercado comprar anis-estrelado pra uma compota de pêssegos, por essa mesma época do ano, e pediu um sorvete como o meu na Banca 40. Ela, no seu vestido de bolinhas, teria também experimentado o cachorro-quente da Princesa, e quem sabe comprado chocolate amargo no mesmo Armazém do Confeiteiro, esse onde hoje eu fiz checkin no Foursquare.

Eu sou o tipo de garota que sente saudades do que não viveu. Também sou o tipo de garota que faz compotas em casa, mas isso não vem ao caso. Me debulhei em lágrimas assistindo Bailei na Curva, sendo que a peça termina em 80 e pouco – oi, eu nem era nascida. Vejo Mad Man e suspiro pelos vestidos, pela classe, por todos aqueles drinks chiques e loucos da época. Talvez eu fosse considerada uma garota libertina se tivesse vivido nos sixties (ou talvez eu fosse uma dona de casa cheia de filhos e achasse a minha vida uma merda), mas quem convence meu subconsciente de que o mundo não era muito mais elegante e divertido naquela época?

super duper

Eu sei que eu devia falar das conquistas feministas, que me permitem trabalhar como engenheira, coisa impensável até bem pouco tempo atrás. Shame on me, correndo pros meus livros de receitas quando chego em casa, discutindo com o vendedor da banquinha de frutas que os morangos não estão bonitos e sentindo saudades de um tempo que eu não sei de verdade como foi. Mas me deixem romancear – não impede que eu tenha senso de realidade, que eu saiba dos preconceitos, de tudo que conquistamos. Eu só acredito que perdemos algumas coisas bonitas (pra ganhar outras tantas, é verdade), então de vez em quando eu mereço um doce com gosto de uma época em que o cotidiano era menos corrido e que ainda havia a possibilidade de tentar ver a vida  com cores de sorvete – pelo menos de vez em quando.

Eu vejo seriados demais. Duvida? Dá uma espiada no meu Orangotag. Sem contar os animes que lenta e gradativamente estou adicionando no meu Anime Planet. Mas eu tenho aquele nervoso de querer consumir toda a cultura que eu puder, mesmo que de vez em quando seja cultura inútil, e estou sempre querendo ver coisas novas. Por isso, a cada verão, quando as séries entram em hiato, eu acabo incorporando mais umas várias à minha já gorda to-watch list. Ano passado eu fiz devorei Gossip Girl, a quinta temporada de Lost (que eu tinha parado de ver por ter me irritado, mas me redimi e fiquei em dia para a última temporada) e How I Met Your Mother. No meio do ano, me rendendo às fotos da linda Christina Hendricks e seus vestidos maravilhosos, assisti Mad Men e voltei ao mundo dos animes com Death Note.

Nesse verão, acabei adotando mais algumas séries e animes: K-On!, Boardwalk Empire, Nana, Panty & Stocking with Garterbelt e Modern Family. Até agora, estu curtindo todos eles, então resolvi compartilhar as primeiras impressões.

K-On!

Anime no maior estilo ai-que-bonitinho-coisinha-mais-cuti-cuti-do-universo. Menininhas do colegial que resolvem montar um clube de música, formam uma banda, se tornam amigas e tomam chá com doce. Só isso.

Tem músicas grudentinhas e que te fazem se contorcer de fofura, como a  Don’t Say Lazy (tema de fechamento da primeira temporada) e uma outra que eu não lembro o nome, mas que a letra diz algo parecido com quando eu te vejo, meu coração faz toki-doki. É muito amor.

Basicamente, é um anime pra quem gostou de Sakura e similares. É bobinho, mas tem altas doses de felicidade.

Boardwalk Empire

Começa que é uma série do HBO, o que já é indicativo de qualidade. Com o produtor do The Sopranos (que eu não vi, mas já li elogios rasgados). Piloto dirigido pelo Scorcese. História de máfia. Fotografia linda.

Vi só um episódio e já estou perdidamente apaixonada. Ainda não vi mais por que é necessária uma certa concentração que eu não tive o tempo nem a vontade pra dispensar, ainda mais no calor infernal que fez em Porto Alegre nos últimos dias.

Eu só vou ficar muito feliz no dia que eu parar de confundir o Steve Buscemi com o  Christopher Walken. Não é agradável ver o Cavaleiro sem Cabeça em todas as cenas – principalmente quando não é nem o ator que o interpretou que está na série.

Mas quer uma dica? Assiste e não discute.

Nana

Duas meninas com o mesmo nome, Nana, mas com personalidades bem diferentes, acabam indo morar juntas por pouco mais que casualidade.

É um anime de enredo realista, cotidiano, apesar do traço alongado e elegante. A história é agridoce, mais pendendo pro triste, mas cheia de momentos engraçados. Trilha sonora muito boa, cheia de J-rock e um pouco de J-pop. É bem longo, estou mais ou menos na metade mas me arrastando um pouco para ir adiante por que me identifiquei muito com as duas protagonistas (me sinto uma mistura das duas) e não estou com muito ânimo pra assitir nada que tenha minimamente a ver comigo.

Mas é um ótimo anime e eu recomendo.

Panty & Stocking with Garterbelt

Duas anjinhas que querem voltar pro céu e pra isso precisam chutar a bunda de espíritos malvados. Uma das anjinhas é viciada em sexo, a outra é viciada em doces e fala um palavrão atrás do outro.

O traço é estilo cartoon, o que faz parecer que as Meninas SuperPoderosas encontraram a indústria pornô e aí esse anime surgiu. São só 13 episódios, cada um dividido em duas histórias. Eu ri o tempo inteiro, seja pelas sacadas engraçadas ou pelo nonsense mesmo.

Muito bom pra quando você quer algo que seja engraçado, mas não faça o mínimo sentido.

Modern Family


Estou atrasada, estou atrasada, estou atrasada. Coelho Branco mode on. Comecei a ver ontem e já devorei os três episódios que tinha – e quero mais, pra ontem. A série é uma delícia, apesar de ter um plot bem comum: mostrar que de perto, ninguém é normal.

Mas Modern Family faz isso de uma forma tão doce, tão tranquila, que não tem como não amar. A gente sempre conhece alguém parecido com os personagens, o que deixa tudo ainda mais gostoso.

Eu ainda quero terminar de ver My Name is Earl, House (que era uma das minhas séries preferidas, mas no final da quarta temporada eu me irritei profundamente e abandonei) e começar Vampire Diaries (por insistência do meu digníssimo namorado, por mais que eu ache que aquilo lá é Malhação com vampiros).

Não, eu não durmo, não trabalho, não como, não saio no sol e não tenho amigos.


Um blog sobre tudo, nada ou o que me der na telha. Volátil.

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